Livro digital de poesias de Remisson Aniceto na Saraiva

Poesia para o mundo, de Remisson Aniceto na Saraiva

POESIA PARA O MUNDO, livro digital de Remisson Aniceto (Saraiva - R$ 4,99), com notas de Ignácio de Loyola Brandão, Celso Antunes e João Evangelista de Magalhães, reúne textos escritos a partir de 1978, alguns já premiados em concursos de literatura e divulgados em sites, blogs e revistas do Brasil e de outros países. Os poemas em espanhol foram traduzidos por Graciela Cariello (Revista Poesía de Rosario) e Pedro Sevylla de Juana, em catalão por Pere Bessó, em russo por Adolf Shvedchikov e em italiano por Paola (amiga de Ena Villani). Há no final um estudo crítico do escritor espanhol Pedro Sevylla de Juana.

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Produto Digital – R$ 4,99

A Poesia é a roda e o eixo do mundo: tudo se move a partir dela.
Senhora das emoções, encontra-se em cada detalhe, em cada sorriso, em
cada lágrima, em cada fala, em cada objeto. Às vezes quase imperceptível, ela
sutilmente movimenta o mundo e o transforma, promovendo a integração e a
harmonia entre os povos. A Poesia pode ser classificada como o Quinto
Elemento necessário à vida, pois assim como a Água, a Terra, o Fogo e o Ar,
ela sacia a sede do espírito, germina e floresce, aquece e oxigena o sangue,
abrindo novos horizontes. Transitória ou permanente de acordo com o olhar de
cada leitor, por si só ela torna-se perene, fica. Na Poesia podemos encontrar o
caminho para a Paz.

PARA QUE OS OUTROS PARTILHEM (Carta de Ignácio de Loyola Brandão) –

São Paulo, 20 de junho de 2006 –

Caro Remisson, Demorei para responder, porque minha agenda não é nada fácil. Fui lendo um dia uma coisa, outro, outra. Como o meu conhecimento de poesia é limitado (sabe que nunca fiz uma só em toda a minha vida?) fui pelo impacto que os textos me produziram. De uns gosto mais, de outros menos. O essencial é que uma pessoa tenha a ousadia de fugir da mesmice do dia-a-dia, do tédio da rotina, procurando criar. A criação é o que fica, nos justifica. Textos, sejam poemas, contos, crônicas, ou o que for têm sua vida própria e atingem os outros de maneira misteriosa e mágica. Gosto de uma coisa, o outro detesta essa mesma coisa. Essa variedade é que torna o escrever fascinante. Lendo um poema como Transição, por exemplo, me vem à mente a poesia de Augusto dos Anjos, autor que rompeu com tudo e formou a cabeça da minha geração. E quando deparo com Vizinho ilustre, sinto em você uma guinada. Muito diferente dos poemas anteriores. Muito forte. Poucas palavras e muita ironia. Este poema define o criador. Vemos o que não estamos vendo. Em O amante você faz o que todos fazemos com a criação. Desafiamos a morte. Ela que venha, que nossos textos nos tornam imortais. É uma autoconfiança enorme, e quem escrever precisa disso. Bem, quando cheguei em Convite, não gostei. Meio chavão, meio clichê. No entanto, em Invólucro, você cresce, domina, extrapola, envolve, aterroriza. Belo, belo! Nova Era é um momento de ternura. Necessário. Quanto a Cara de pau é perfeito. Diz o que muita gente quer dizer e não sabe. Ótimo. Em O eu anômalo entra o sarcasmo, a auto-ironia, a auto-crítica. Muito bons ainda Prisão e liberdade e Só o tempo passa. O que citei foi o que mais me capturou. Mas quero adiantar que cada leitor é um leitor diferente. Quero afirmar que você precisa escrever, deve escrever, não pode parar de escrever, porque dentro de você está um vulcão em erupção, está um homem com visão de mundo e de vida, um homem inconformado e rebelado. E a poesia é a forma de colocar para fora tudo isso. Para que os outros partilhem.

Grande abraço do Loyola Brandão. –

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara (SP) em 31 de julho de 1936. É autor de Cadeiras proibidas, Zero, Não verás país nenhum, Cuba de Fidel, O beijo não vem da boca, Veia bailarina, entre muitos outros livros.

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